À todos os velhos amigos-
Cá estamos, noutra noite sem coração, repensando uma série de coisas internas muito mal resolvidas. Enquanto relia um post no blog de uma amiga sobre como seria fantástico se dormíssemos um profundo sono pra depois acordar com todos os nossos problemas resolvidos e ver que toda aquela dor absoluta acabou, ao mesmo tempo me via catando as palavras que eu ia perdendo conforme conversava comigo mesmo.
E daí? Daí que as minhas palavras não resolvem nada. Fumo um crivo atrás doutro, abro a janela do quarto no meio da madrugada, não me decido sobre como vou gastar minhas próximas horas, sempre me culpando por achar que deveria estar fazendo algo útil.
E essa indecisão é o problema. Essa minha instabilidade frente a qualquer coisa, nunca fazendo questão de nada, nunca me envolvendo o suficiente. Eu me enxergo e não gosto do que vejo: uma figura pálida, cansada, cinza, arrastando a si própria num maldito deserto seco e ofuscante no qual eu mesmo me meti. Eu não aprendo com o meu passado e estou condenado a repeti-lo.
Bem, ultimamente conheci umas pessoas interessantes, mas lá estava eu pisando outra vez no mesmo buraco. Lembrei dos meus últimos momentos antes do primeiro Grande Choque da minha vida, aonde eu deitava na minha cama com meu violão e fitava o teto, aterrorizadamente procurando um ponto de fuga. Parece que eu já me via tocando sobre os escombros.
Então a coisa mais incrível e óbvia do mundo me ocorre: cá estou eu, vivo (para o bem e para mal). Não deitado para um descanso final com uma enorme tampa vindo na minha direção, mas vivo de olhos abertos e com dor nas juntas dos meus dedos. Vivo o suficiente pra carregar memórias não tão boas, mas também os pequenos trechos das coisas mais fodas que já me aconteceram e que me lembram que eu sempre vou ter uma nova chance...
Hora de pôr os pés a caminho.
O Homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.
P.S.: 1) Sim, o texto é apressado X)
2) Não, isso não é engraçado X)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)